APCD - Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas

Estudo desenvolve sistema inovador que busca por doadores de sangues raros

A pesquisa usou como base a constituição genética do sangue de 5 mil pessoas, cujas informações foram armazenadas em um software criado especialmente para o projeto

A busca por possíveis doadores de tipos sanguíneos raros usando a metodologia convencional é cara, trabalhosa e lenta. Um trabalho da professora Ester Sabino, diretora do Instituto de Medicina Tropical (IMT) da Universidade de São Paulo (USP), junto com outros colaboradores e instituições, buscou padronizar uma estratégia molecular totalmente automatizada e economicamente vantajosa para procurar esses doadores.

Na maioria dos casos, apenas o fenótipo básico do sangue, que conhecemos como tipos sanguíneos (A, B, AB e O), e seu fator RH (se positivo ou negativo) são relevantes para verificar a compatibilidade sanguínea do doador com o receptor. Contudo, alguns dos pacientes que precisam de terapia de transfusão sanguínea como rotina, sobretudo aqueles com anemia falciforme (doença que afeta o formato das células vermelhas do sangue, os eritrócitos), podem desenvolver anticorpos contra substâncias existentes nas células sanguíneas de grande parte da população.

Esse processo faz com que o sistema imunológico do receptor da doação ataque as células sanguíneas do doador que estão presentes em seu corpo, inutilizando o sangue recebido. Quando isso ocorre, apenas uma pequena parcela de pessoas (inferior a 0,01% do total) pode doar sangue a esses pacientes. No entanto, pode ser difícil diferenciar essa parte das pessoas, com fenótipo eritrocitário raro, de todo o resto.

A pesquisa usou como base a constituição genética do sangue de 5 mil pessoas, cujas informações foram armazenadas em um software criado especialmente para o projeto. O programa permite a rápida busca de doadores com tipos raros, minimizando os erros humanos, além de ser menos custoso. As dificuldades enfrentadas, entretanto, foram grandes: conseguir recursos de implementação e complexidades técnicas para criar um processo completamente automatizado foram dois dos principais problemas citados por Ester e Carla Dinardo, uma de suas colaboradoras.

Os resultados do estudo foram tão importantes e inovadores que renderam ao grupo a terceira colocação na décima sexta edição do Prêmio de Incentivo em Ciência, Tecnologia e Inovação para o SUS. A premiação existe desde 2002 e tem como premissa incentivar a comunidade científica e valorizar tanto os pesquisadores quanto suas pesquisas, que são imprescindíveis para o desenvolvimento das políticas públicas de saúde no Brasil.

O tema de busca por doadores é extremamente relevante para a prática de transfusão sanguínea, e pode afetar as vidas de milhares de pessoas. Segundo Carla, os pesquisadores dependem agora do fomento governamental para prosseguir com a estratégia criada e expandir o banco de doadores para melhor atender às necessidades dos pacientes.

Fonte: Jornal da USP

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