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CTBMF: praticada desde os tempos mais remotos - Portal APCD
APCD - Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas

CTBMF: praticada desde os tempos mais remotos

Especialistas da área contribuem muito no tratamento multidisciplinar dos pacientes

Embora na história não se falasse especificamente de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial (CTBMF) há várias citações que remetem à cirurgia oral, desde os tempos mais remotos. “Os manuscritos de Imhotep (século XXVII a.C.) do Antigo Egito é um dos primeiros achados sobre medicina, sendo considerado como o primeiro médico da história antiga. Datado de 2.670 a.C., o livro “Nuei-Kieng”, escrito pelo Imperador Huang-Ty, fundador da medicina na China, também descreveu procedimentos de cirurgias bucais como exodontias e tratamentos de fraturas da mandíbula. O médico grego Esculápio (séc. XIII a.C.), pela tradição convertido a “Deus da Medicina”, descreveu exodontias, além de ser o primeiro a se referir sobre a confecção de instrumentais para esses procedimentos”, conta o especialista em Estomatologia e CTBMF, Wagner Marques. 

Publicação de autoria do professor doutor Clóvis Marzola sobre a história da CTBMF menciona que os primeiros documentos sobre o estado da Medicina e Odontologia nos tempos mais longínquos aparecem no “Papiro de Ebers” (1550 a.C.) um dos tratados médicos mais antigos e importantes que se conhece. “É um estudo completo das Ciências Biológicas conhecidas até então, não se descuidando das enfermidades dos dentes e das gengivas, notando-se ainda várias prescrições para curá-las. Não há nenhuma menção à cirurgia dental, devendo-se supor que na época não se realizavam operações dentais, pois não existiam instrumentos para tal. Outro documento, o “Papiro Cirúrgico de Edwin Smith” (1600 anos a.C.), contém informações mais antigas a respeito do tratamento das fraturas praticadas no Egito. Hieróglifos dão uma ideia de como eram realizados exame, diagnóstico e tratamento. Este, talvez, seja o primeiro trabalho que relate a respeito da cirurgia bucal praticada antigamente”, completa o especialista em CTBMF, Sylvio Luiz Costa de Moraes, que foi presidente da gestão 2016-2017 do Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial.

Os relatos sobre a especialidade também passam pelo “pai da medicina”, Hipócrates (460 a.C.), que já na época mencionava doenças da boca e tratamentos de dores de dentes. “Dentre os registros da época, incluem-se os tratamentos de fraturas da face, que embora rudimentares, demonstravam-se eficientes. Existem inúmeras outras referências, principalmente nos séculos XVIII e XIX, em especial o último com o advento da anestesia, mas devemos ressaltar a importância de Pierre Fauchard considerado o “pai da Odontologia moderna”, autor da primeira obra da Odontologia “Le chirurgien dentiste” (1728), na qual descreveu a anatomia oral, sintomas de patologias, técnicas para remoção de cáries, restaurações, e até mesmo implantes”, ressalta Wagner.

Para Wagner, o século XX se tornou um período notável pelos avanços tecnológicos. “Acompanhando essa evolução, a CTBMF obteve o maior avanço no pós-guerra, a partir de 1958, quando surgiu a “AO Foundation – Arbeitsgemeinschaft für Osteosynthesefragen”, agregando os conceitos da “ASIF - Association of the Study of Internal Fixation”, e estudos foram realizados e proporcionaram uma grande evolução nos tratamentos dos traumatismos faciais na década de 1960, liderados por Bernd Spiessl. Nos anos 1970, uma nova escola toma enorme importância, a “Strasbourg” com novos princípios. Posteriormente, um consenso entre as duas escolas propiciou o desenvolvimento e a evolução que a CTBMF possui até os dias de hoje”.

No Brasil, as principais instituições referentes à espacialidade são a Sociedade Brasileira de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Faciais, fundada em 1952, e o Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Faciais, fundado em 1970. A CTBMF foi reconhecida pelo extinto SNFO em 1968, tendo o Conselho Federal de Odontologia (CFO), em 1975, conceituado e definido como ‘a especialidade que tem como objetivo o diagnóstico e o tratamento cirúrgico e coadjuvante das doenças, traumatismos e anomalias congênitas e adquiridas do aparelho mastigatório e anexos, e estruturas crânio-faciais associadas. “Com todas estas considerações, pode-se dizer que a Cirurgia e a Traumatologia, de domínio odontológico, desenvolveram-se através dos tempos com o crescente estudo de aperfeiçoamento de métodos e manobras além dos instrumentos cirúrgicos. Entretanto, o que marca uma sensível mudança, quase que radical mesmo nos rumos da cirurgia foi o advento da anestesia, da assepsia e da radiologia. Sem este trio, seria quase que impossível um programa de avanço considerável na Cirurgia”, destaca Sylvio.

São diversos os campos de atuação dos especialistas em CTBMF. Segundo a Consolidação das Normas para Procedimentos nos Conselhos de Odontologia do CFO, as áreas de competência para atuação do especialista em CTBMF incluem: a) implantes, enxertos, transplantes e reimplantes; b) biópsias; c) cirurgia com finalidade protética; d) cirurgia com finalidade ortodôntica; e) cirurgia ortognática; e, f) diagnóstico e tratamento cirúrgico de cistos; afecções radiculares e perirradiculares; doenças das glândulas salivares; doenças da articulação temporomandibular; lesões de origem traumática na área bucomaxilofacial; malformações congênitas ou adquiridas dos maxilares e da mandíbula; tumores benignos da cavidade bucal; tumores malignos da cavidade bucal, quando o especialista deverá atuar integrado em equipe de oncologista; e, de distúrbio neurológico, com manifestação maxilofacial, em colaboração com neurologista ou neurocirurgião.

O professor de especialização em CTBMF da Fundecto/USP e de Odontologia Hospitalar da USP, Roberto Piteri Filho, explica que, atualmente, o cirurgião bucomaxilofacial atua em ambiente ambulatorial (consultório) e hospitalar. “Normalmente, as cirurgias de pequeno porte como exodontias, enxertos menores, biópsias e implantes dentários são executadas em consultório. Casos mais complexos de reconstrução facial, tratamentos cirúrgicos da ATM, grandes reconstruções dos maxilares e traumas faciais, são executados em hospitais. Acredito que o maior diferencial do cirurgião bucomaxilofacial seja o conhecimento profundo em anatomia e principalmente lidar com pacientes que apresentam estas condições clínicas citadas acima todos os dias. O que dá a cada dia mais experiência. Muito importante também é o fato do bucomaxilo trabalhar sempre em equipe com vários colegas, isso estimula a discussão de casos, o que junta experiência de dois ou mais profissionais”, avalia.

Tecnologia é aliada nos principais avanços da especialidade

Na opinião de Roberto, o cirurgião bucomaxilofacial tem contribuído muito no que se refere a melhor forma de atender qualquer paciente, que é o tratamento multidisciplinar. “Nos hospitais atuamos diretamente com as equipes de otorrinolaringologia e cirurgia de cabeça e pescoço, entre outras no caso de pacientes politraumatizados. Nos consultórios também atuamos na forma multidisciplinar, quando as outras especialidades da Odontologia não conseguem ‘salvar’ o tratamento e, infelizmente, a cirurgia acaba sendo o último recurso”.

Sylvio destaca que há mais de uma década a especialidade vem aperfeiçoando a reconstrução facial com o emprego de planejamentos cirúrgicos com protótipo obtidos através de impressoras tridimensionais (3D) e com a concepção de próteses de estruturas esqueléticas da face que se prestam a reconstrução do contorno facial. “Atualmente empregam-se softwares para planejamento de cirurgias ortognáticas e de trauma, quando o cirurgião poderá planejar com precisão as alterações de posicionamento do esqueleto para as seguintes situações: cirurgia ortognática – em pacientes com alterações dento-esqueléticas; apneia do sono – em portadores de Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono e Hipopneia (SAHOS) que trás uma reabilitação funcional do sono que não se conseguia no passado sem a cirurgia esquelética maxilofacial; e cirurgia do trauma facial – naqueles com traumas com necessidade de cirurgias reparadoras, para os quais se pode inclusive planejar os sistemas de fixação esquelética a utilizar, bem como seu formato”.

Wagner acrescenta que, um dos avanços mais recentes é nas cirurgias da articulação temporomandibular, com o advento das artroscopias e reconstruções da ATM com próteses customizadas. “E também nas cirurgias ortognáticas, ambas com o auxílio das cirurgias virtuais na obtenção de um planejamento com maior previsibilidade e resultados excelentes".

Aperfeiçoamento constante e garantia da presença em hospitais estão entre os desafios da área

Depois do principal obstáculo da especialidade, que é a própria especialização – “é preciso dedicação exclusiva de dois a quatro anos”, segundo Roberto Piteri Filho, o outro desafio a ser superado é o aperfeiçoamento e a atualização constante.

O mesmo considera Sylvio Luiz Costa de Moraes: “os próximos passos correrão por conta do contínuo desenvolvimento e aperfeiçoamento do que já se dispõe em termos de tecnologia nos dias atuais e a inserção do cirurgião bucomaxilofacial como membro de equipe multidisciplinar de transplante facial no Brasil”.

“Como a especialidade já está bem fundamentada, acredito que os principais desafios são o de garantir a presença e a atuação da especialidade dentro dos hospitais, conforme previstas nas recentes legislações. O próximo passo, que é discutido frequentemente nas reuniões das instituições é a equiparação de carga horária e conteúdo entre os cursos de especialização e os programas de residências hospitalares”, finaliza Wagner Marques.

Da Redação

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