APCD - Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas

Sarampo: complicações da doença podem levar à cegueira

A vacina contra a doença é o único meio eficaz de se proteger

Com a confirmação de dois casos de sarampo na cidade do Rio de Janeiro e de mais de 450 em todo o país, médicos alertam para as sequelas mais graves da doença, que estão relacionadas a lesões nos olhos. Isso se deve ao fato de a conjuntivite ser um dos mais frequentes sinais do sarampo, deixando os olhos bem avermelhados e com possibilidade de infecção.

Integrante do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, a médica Luciene Barbosa explica que o risco é maior no caso da criança que tem a doença ainda na barriga da mãe, transmitida pela gestante. Quando isso acontece, é alto o risco de o bebê nascer com alterações no nervo ótico ou na retina, o que pode levar até mesmo à cegueira.

Já no caso da criança que adquire a doença nos primeiros meses de vida, antes de ser vacinada, o risco principal é o de cicatriz na córnea, que é mais superficial. Logo, o risco de cegueira é, de forma geral, afastado. “Essa criança provavelmente não ficará cega. O tratamento é com corticoide. Se for grave, pode ser necessário um transplante de córnea”, diz a médica, que também professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Luciene destaca que o risco deixa de existir uma vez que o bebê recebe a imunização, que deve ser feita com a tríplice viral aos 12 meses de idade, e com a tetra viral aos 15 meses. “Depois de vacinado, o bebê tem risco praticamente nulo de ficar com dano ocular, mesmo se pegar a doença”, afirma.

Casos confirmados chegam a quase 500

Desde janeiro deste ano, o Brasil tem 475 casos de sarampo confirmados: 265 no Amazonas, 200 em Roraima — os dois estados em que há tecnicamente um “surto” —, seis no Rio Grande do Sul, um em Rondônia e um em São Paulo, além dos dois do Rio de Janeiro. Há, ainda, estados sem confirmação da doença, mas com casos sob investigação: Mato Grosso tem dois casos suspeitos e a Paraíba, um. As informações são do último boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde, em 9 de julho.

A grande quantidade de casos no Amazonas e em Roraima se deve à entrada de imigrantes venezuelanos na Região Norte. É alta a circulação do vírus do sarampo na Venezuela, onde o sistema de vacinação não é eficaz. Assim, os imigrantes que encontram, no Brasil, pessoas não imunizadas contra a doença podem transmitir o vírus. Segundo especialistas, o problema só existe porque a cobertura vacinal no Brasil não está tão boa quanto deveria.

Erradicação da doença em 2016

Os últimos casos confirmados no município do Rio de Janeiro haviam ocorrido em 2014 e foram considerados importados: os pacientes foram infectados fora da cidade, em viagens. Em 2016, a doença foi considerada erradicada em todo o país.

A cobertura vacinal ideal para que não haja surtos deve ser de 95%. No entanto, a cobertura contra sarampo no país em 2017 ficou abaixo da meta, alcançando somente 83,9% na primeira dose (tríplice viral), e 71,5% na segunda dose (tetra viral).

Devem tomar a vacina crianças, adolescentes e adultos de até 49 anos que não tenham sido imunizados. O Ministério da Saúde só não recomenda vacinação contra sarampo para quem tem mais do que 49 anos porque estima-se que 95% das pessoas nessa faixa etária já tiveram a doença na infância, portanto não correm risco de ter novamente.

Todos os indivíduos que já tomaram as duas doses da vacina contra sarampo na vida são considerados protegidos.

Fonte: O Globo  

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