APCD - Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas

Outubro rosa: a Odontologia na Oncologia

Multidisciplinaridade das áreas unificam o compromisso da prevenção e do diagnóstico precoce

Precisamos falar sobre o câncer de mama...

Uma doença causada pela multiplicação de células anormais da mama, que formam um tumor. Há vários tipos de câncer, alguns têm desenvolvimento rápido enquanto outros são mais lentos. Você já deve ter ouvido falar sobre ele, mas, de fato, você sabe o quanto ele é perigoso?

Para o Brasil, de acordo com as Estimativas de Incidência de Câncer de 2018, produzidas pela Divisão de Vigilância e Análise de Situação da Coordenação de Prevenção e Vigilância (Conprev) do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) / Ministério da Saúde (MS), estimam-se 59.700 casos novos da doença, para cada ano do biênio 2018-2019, com um risco estimado de 56,33 casos a cada 100 mil mulheres. Sem considerar os tumores de pele não melanoma, esse tipo de câncer também é o primeiro mais frequente nas mulheres das Regiões Sul (73,07/100 mil), Sudeste (69,50/100 mil), Centro-Oeste (51,96/100 mil) e Nordeste (40,36/100 mil). Na Região Norte, é o segundo tumor mais incidente (19,21/100 mil)

Para disseminar a informação sobre a doença, o movimento popular internacionalmente conhecido como Outubro Rosa iniciou-se nos Estados Unidos, em 1997 e, posteriormente, com a aprovação do Congresso Americano, o mês de Outubro tornou-se o mês nacional (americano) de prevenção do câncer de mama. Já no Brasil, em outubro de 2009, se multiplicaram as ações relativas ao Outubro Rosa e, em 2010, o governo brasileiro, por intermédio do Inca (que integra a Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde), passou a fazer parte da mobilização.

A conversa sobre a doença não precisa partir só do ponto de vista oncológico, mas, também do âmbito multidisciplinar. Em geral, pacientes oncológicos apresentam necessidades odontológicas significativas que demandam atendimento prévio à oncoterapia, e por isso, prevenir, diagnosticar e unificar forças para o combate é essencial e afirmativo.

Segundo a Cirurgiã-Dentista e diretora do Departamento de Estomatologia da APCD, Monica Andrade Lotufo, “o Cirurgião-Dentista deve conhecer, atualizar-se e entender sobre o câncer de mama e os estágios da doença para melhor intervir no tratamento odontológico. Quais tratamentos foram preconizados ou estão em uso; se foi realizado cirurgia; se houve necessidade de retirada dos linfonodos; quimioterapia; qual o medicamento preconizado, como terapia hormonal, ou anticorpos monoclonais e seus efeitos sistêmicos e na cavidade bucal; radioterapia etc.” Monica destaca também que o profissional deve conhecer os efeitos colaterais dos tratamentos e obter informações com o médico do seu paciente e trabalhar em conjunto, pois, “alguns tratamentos para a doença podem causar efeitos que continuam ou aparecem meses/anos após o término do procedimento efetuado”.

No que tange os centros de tratamento do câncer de mama, e o papel do Cirurgião-Dentista nesse contexto, a Cirurgiã-Dentista conta que o profissional tem uma atuação importante e fundamental no atendimento do paciente oncológico, desde a anamnese e exames físicos bem realizados. “É importante o Cirurgião-Dentista compreender processo do tratamento oncológico, a terapia que será preconizada em seu paciente para estabelecer os cuidados preventivos, paliativos e curativos necessários para minimizar os danos do tratamento na cavidade bucal”. 

Pontuando sobre a multidisciplinaridade entre a Oncologia e a Odontologia, Monica reitera a importância da presença do Cirurgião-Dentista nas equipes multiprofissionais. “O profissional pode identificar doenças através da avaliação prévia da cavidade bucal e os cuidados preventivos principalmente nos casos de mucosite e na prevenção das infecções secundárias; orientar sobre a higiene oral e das próteses para que reduza o risco de infecções, controle da dor e evitar sintomatologia e incômodos dentários e bucais; sem contar a relevância do profissional na fase de reabilitação protética durante e pós-tratamento oncológico, principalmente nos casos de cânceres de cabeça e pescoço, assim proporcionando melhor qualidade de vida aos seus pacientes, trabalhando e discutindo a melhor terapia em conjunto com a equipe de profissionais da saúde”.

Monica adverte ainda que “ao prevenir o câncer e alertar a população ao exame periódico e autoexame o número de novos casos de câncer em um grupo ou população poderá ser reduzido, esperando com isso que diminua o número de mortes causadas pelo câncer”.  

Texto Fernanda Carvalho

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