APCD - Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas

Presidente da APCD defende a ampliação do serviço odontológico

Segundo Wilson Chediek, políticas de saúde pública não se fazem sem saúde bucal

As entidades de classe representantes dos cirurgiões-dentistas nos municípios, nos Estados e em nível nacional têm feito gestões junto aos poderes públicos nas três esferas de governo com a meta de ampliar a oferta de saúde bucal para a população. Quem falou sobre essa questão em entrevista ao Cruzeiro do Sul foi o presidente da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas (APCD), Wilson Chediek, na última sexta-feira (26).

Chediek esteve em Sorocaba para prestigiar um congresso de odontologia realizado de quinta-feira a sábado na cidade e que abordou a estética relacionada à saúde bucal, entre outros aspectos do setor. Ele também visitou as dependências do Cruzeiro do Sul e da rádio Cruzeiro FM 92,3.

Segundo Chediek, políticas de saúde pública não se fazem sem saúde bucal. “O organismo é um todo, o sangue que passa na boca é o mesmo que passa no pulmão, no coração”, justifica.

Questão de custos

Chediek avalia que a sociedade brasileira tem todas as condições para ampliar a oferta de saúde bucal, que ele classifica como “barata” em termos de custo e mais em conta ainda na comparação com a medicina: “Erroneamente as pessoas acham que odontologia é cara, odontologia é barata; ela fica cara quando não se cuida dela”.

Num exemplo comparativo, lembrou que é o mesmo processo que acontece com um carro, onde a falta de substituição de peças desgastadas prejudica outros itens.

“Que o poder público possa dar uma odontologia de qualidade para aqueles que não conseguem, a população mais carente”, ele disse. E acrescentou que é papel das entidades de classe esclarecer à população que ela tem direito ao atendimento de saúde bucal.

Admitiu também que a oferta de atendimentos nessa área evoluiu muito nos últimos anos, ao ponto de crianças e jovens não apresentarem cáries e a sociedade ter avançado em questões antigas como a de que muita gente só procurava o dentista para extrair o dente. Rotulou a extração sem controle como “mutilação da população de baixa renda por achar que odontologia é cara”. E descartou qualquer culpa por parte da população que se rende a esse tipo de comportamento: “a culpa foi daquele que não deu condição para a população ser bem atendida.”

Programas

Chediek informou também que a APCD contribui para a melhoria do atendimento à população com programas de reciclagem e aperfeiçoamento para profissionais da rede pública de saúde. Deixou claro que a odontologia brasileira e a indústria ligada ao setor estão entre as mais desenvolvidas e melhores do mundo, sendo a odontologia a segunda em publicação científica no mundo.

Criticou, porém, o “excessivo” número de profissionais de odontologia no País, algo entre 320 mil e 340 mil, por conta da falta de regulação para a abertura de faculdades do setor. E, como acontece na área médica, os profissionais ainda são distribuídos de forma desigual com alta concentração nas regiões sul e sudeste e nas capitais.

O presidente da APCD acrescentou que a entidade se envolve em todas as áreas da odontologia como serviço público, prevenção, estética, prótese, cirurgia. Entre os destaques de atuação também registrou a realização anualmente, em São Paulo, do Congresso de Odontologia.

São quatro dias, habitualmente entre o fim de janeiro e início de fevereiro, em que o evento atrai mais de 100 mil profissionais, sendo 3 mil da América Latina. Todas essas ações, segundo ele, são feitas com o propósito de “desenvolver a odontologia para que a população tenha um atendimento cada vez melhor”.

Entrevista para o Jornal O Cruzeiro

As entidades de classe representantes dos cirurgiões-dentistas nos municípios, nos Estados e em nível nacional têm feito gestões junto aos poderes públicos nas três esferas de governo com a meta de ampliar a oferta de saúde bucal para a população. Quem falou sobre essa questão em entrevista ao Cruzeiro do Sul foi o presidente da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas (APCD), Wilson Chediek, na última sexta-feira (26).

Chediek esteve em Sorocaba para prestigiar um congresso de odontologia realizado de quinta-feira a sábado na cidade e que abordou a estética relacionada à saúde bucal, entre outros aspectos do setor. Ele também visitou as dependências do Cruzeiro do Sul e da rádio Cruzeiro FM 92,3.

Segundo Chediek, políticas de saúde pública não se fazem sem saúde bucal. “O organismo é um todo, o sangue que passa na boca é o mesmo que passa no pulmão, no coração”, justifica.

Questão de custos

Chediek avalia que a sociedade brasileira tem todas as condições para ampliar a oferta de saúde bucal, que ele classifica como “barata” em termos de custo e mais em conta ainda na comparação com a medicina: “Erroneamente as pessoas acham que odontologia é cara, odontologia é barata; ela fica cara quando não se cuida dela”.

Num exemplo comparativo, lembrou que é o mesmo processo que acontece com um carro, onde a falta de substituição de peças desgastadas prejudica outros itens.

“Que o poder público possa dar uma odontologia de qualidade para aqueles que não conseguem, a população mais carente”, ele disse. E acrescentou que é papel das entidades de classe esclarecer à população que ela tem direito ao atendimento de saúde bucal.

Admitiu também que a oferta de atendimentos nessa área evoluiu muito nos últimos anos, ao ponto de crianças e jovens não apresentarem cáries e a sociedade ter avançado em questões antigas como a de que muita gente só procurava o dentista para extrair o dente. Rotulou a extração sem controle como “mutilação da população de baixa renda por achar que odontologia é cara”. E descartou qualquer culpa por parte da população que se rende a esse tipo de comportamento: “a culpa foi daquele que não deu condição para a população ser bem atendida.”

Programas

Chediek informou também que a APCD contribui para a melhoria do atendimento à população com programas de reciclagem e aperfeiçoamento para profissionais da rede pública de saúde. Deixou claro que a odontologia brasileira e a indústria ligada ao setor estão entre as mais desenvolvidas e melhores do mundo, sendo a odontologia a segunda em publicação científica no mundo.

Criticou, porém, o “excessivo” número de profissionais de odontologia no País, algo entre 320 mil e 340 mil, por conta da falta de regulação para a abertura de faculdades do setor. E, como acontece na área médica, os profissionais ainda são distribuídos de forma desigual com alta concentração nas regiões sul e sudeste e nas capitais.

O presidente da APCD acrescentou que a entidade se envolve em todas as áreas da odontologia como serviço público, prevenção, estética, prótese, cirurgia. Entre os destaques de atuação também registrou a realização anualmente, em São Paulo, do Congresso de Odontologia.

São quatro dias, habitualmente entre o fim de janeiro e início de fevereiro, em que o evento atrai mais de 100 mil profissionais, sendo 3 mil da América Latina. Todas essas ações, segundo ele, são feitas com o propósito de “desenvolver a odontologia para que a população tenha um atendimento cada vez melhor”.

 

Entrevista para o Jornal Cruzeiro do Sul

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