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Açúcar: uso racional, mas sem ser radical! - Portal APCD
APCD - Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas

Açúcar: uso racional, mas sem ser radical!

Alena Fernandes Sant’anna Nakayama - Nutricionista pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, especialista em Terapia nutricional enteral e parenteral de nutrição clínica

Fernanda Rosche Ferreira - Mestranda em Odontopediatria na Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (Fousp)

Maria Eduarda Franco Viganó - Graduanda do curso de Odontologia da Fousp

Mariana Minatel Braga - Professora associada da disciplina de Odontopediatria da Fousp

Recebido em: jan/2016
Aprovado em: fev/2016

Autor de correspondência:
Mariana Minatel Braga
Av. Prof. Lineu Prestes, 2227
Cidade Universitária -
São Paulo – SP
05508-000
Brasil
mmbraga@usp.br
04023-062
1. Existe recomendação para o consumo do açúcar?
Em 2015 a Organização Mundial de Saúde (OMS) publicou o Guideline: Sugar Intake for Adults and Children devido a grande preocupação do consumo excessivo de açúcar. Segundo eles, a recomendação deste nutriente não deve ultrapassar 10% do total das calorias diárias para adultos e crianças. Levando em consideração uma dieta de 2000Kcal/dia a quantidade de açúcar a ser consumida deve ser de no máximo 50g, o que equivale, aproximadamente a 10 colheres de chá. Essa quantidade inclui, no entanto, todo e qualquer açúcar, inclusive os naturais, como os provenientes de frutas. Para exemplificar, 01 lata de refrigerante a base de cola tem 37g de açúcar, o que equivale mais da metade da recomendação diária, e alguns sucos industrializados também apresentam níveis semelhantes de açucar adicionado.
No Brasil, no ano de 2014, o Ministério da Saúde publicou o Novo Guia Alimentar para a População Brasileira que tem por objetivo proporcionar aos indivíduos e coletividades a realização de práticas alimentares apropriadas, porém não estipulam a quantidade a ser ingerida de açúcar, enfatizam apenas que o uso deste nutriente deve ser moderado.

2. E quando o açúcar deve ser introduzido?
Existem evidências de que a introdução precoce do açúcar na dieta pode levar a uma série de problemas em longo prazo, inclusive, à cárie dentária. Além disso, o fato de se expor a criança precocemente ao açúcar pode fazer com que ela deixe de experimentar outros tipos de alimentos e que acabe tendendo, no futuro, à escolha dos alimentos doces. Isso baseia um dos conceitos que se difunde nos dias de hoje sobre alimentação nos primeiros 1000 dias, compreendendo desde a gestação até os dois anos de idade. Assim, evitar a introdução de sacarose e outros carboidratos rapidamente absorvidos pode ser uma forma de se prevenir alguns problemas futuros. Outro fator que se deve ficar atento é que a adição de açúcar aparece em diversas formas, como por exemplo: açúcar de milho, amido modificado, mel, dextrose, xarope de glicose, xarope de açúcar, açúcar invertido, açúcar liquido, farinha de arroz modificada, açúcar de coco, frutose. Há pelo menos 61 nomes diferentes para o açúcar.

3. Por que precisa ficar atento a lista de ingredientes dos alimentos industrializados?
A lista de ingredientes muito diz a respeito do alimento a ser consumido. Os ingredientes encontram-se listados em ordem decrescente, ou seja, o primeiro que aparecer é aquele que se encontra em maior quantidade. Desta forma, se o primeiro ingrediente for o açúcar isto significa dizer que este produto apresenta quantidades exageradas deste nutriente. Muitas vezes, alimentos que não parecem conter açúcar adicionado, tem no rótulo o açúcar como um de seus componentes. Por isso, os pais devem estar atentos a isso (Figura 1).
A OMS e o Ministério da Saúde alertam para o uso exagerado do açúcar nos alimentos industrializados, tais como: refrigerantes, sucos, iogurtes, bolachas, molhos de tomate, molhos para salada, salgadinhos, barrinhas de cereais, bebidas lácteas, entre outros. Consumindo esse tipo de alimentos, ricos em açúcar, é muito fácil ultrapassar a quantidade de açúcar recomendada pela OMS. Então fique de olho na lista de ingredientes.

4. Açúcar: uma preocupação só para crianças?
Embora se trabalhe muito a questão do açúcar na orientação para crianças e com o conceito de se evitar a introdução precoce dos açúcares, o controle de açúcar para evitar cárie não deve ser apenas na infância. Mesmo em adolescentes, os maiores consumidores de açúcar são os que desenvolvem mais lesões de cárie, mesmo que estejam fazendo de uso de flúor. Assim, a preocupação começa desde cedo, mas não deve cessar por conta da idade.

5. Diante disso, pode ou não usar o açúcar?
Em entrevista dada a revista Época, a nutricionista Sophie Deram fala a respeito do terrorismo nutricional em que ela diz “Passar fome ou eliminar um grupo alimentar inteiro assusta o metabolismo. Cedo ou tarde ele vai tentar se proteger. A consequência é o excesso de apetite e a necessidade emocional de buscar comida.”
As práticas alimentares no primeiro ano de vida constituem um marco importante na formação dos hábitos das crianças e muitos pais fazem a restrição do açúcar, mesmo após os 2 anos de idade. É certo que nesse período o máximo que se possa estimular a introdução de alimentos mais saudáveis, incluindo os açúcares provenientes da ingestão de frutas, por exemplo (Figura 2). No entanto, regras muito restritivas podem resultar em aumento da preferência destes alimentos doces e na ausência dos pais as crianças podem consumir exageradamente estes alimentos. Assim, não se justifica erradicar o açúcar das crianças e adultos, salvo alguns agravos de saúde, mas sim, fazer com que seja racional o consumo, já que se feito em excesso, pode, como mencionamos acima, estar relacionado à doença cárie, mas também, outros agravos mais sérios como obesidade, diabetes e alguns tipos de câncer.
É importante educar o paladar desde a introdução alimentar para o consumo de alimentos com menor adição de açúcar. Fugir dos alimentos açucarados industrializados pode ser uma alternativa de se diminuir a ingestão de açúcar, sem ter que eliminar da dieta os açúcares naturais. Vale, ainda, ressaltar a importância, no controle da doença cárie, da frequência de ingestão de açúcares. Deve-se preferir, assim, ingeri-lo menos de 6 vezes ao dia. Fugindo do consumo de balas, chicletes, bolachas e afins, também fica mais fácil atingir essa recomendação.

Referências
1. Agostoni C, Baselli L, Mazzoni MB Early nutrition patterns and diseases of adulthood: a plausible link? Eur J Intern Med. 2013; 24: 5–10.
2. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à saúde. Departamento de Atenção Básica. Guia Alimentar para a População Brasileira. 2.ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2014.
3. Chaffee BW, Feldens CA, Rodrigues PH, Vítolo MR. Feeding practices in infancy associated with caries incidence in early childhood. Community Dent Oral Epidemiol. 2015 Aug;43(4):338-48.
4. Peres MA, Sheiham A, Liu P, Demarco FF, Silva AE, Assunção MC, Menezes AM, Barros FC, Peres KG. Sugar Consumption and Changes in Dental Caries from Childhood to Adolescence. J Dent Res. 2016 Jan 12.
5. Segatto C. Chega de terrorismo nutricional. Revista Época. Publicado em 28/12/2014. Acessível em: http://www.liliancomunica.com.br/site/index.php/midia/o-peso-das-dietas-na-revista-epoca/ Acesso em: 14 de fevereiro de 2016.
6. U.S. Food and Drug Administration. How to Understand and Use the Nutrition Facts Label. Nov. 2004. Acessível em: http://www.fda.gov/food/ingredientspackaginglabeling/labelingnutrition/ucm274593.htm Acesso em 02/02/2016.
7. World Health Organization. Guideline: Sugars intake for adults and children. Geneva: World Health Organization; 2015.
8. Zalewski BM1, Patro B, Veldhorst M, Kouwenhoven S, Escobar PC, Lerma JC, Koletzko B, Van Goudoever JB, Szajewska H. Nutrition of Infants and Young Children (1-3 Years) and its Effect on Later Health: A Systematic Review of Current Recommendations (EarlyNutrition Project). Crit Rev Food Sci Nutr. 2015 Mar 9:0.

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