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Portal APCD - Pesquisa indica que uso de hormônio antes da gestação diminui risco de aborto
APCD - Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas

Pesquisa indica que uso de hormônio antes da gestação diminui risco de aborto

Estudo aponta opção de tratamento para quem perde bebês de forma recorrente

Um novo estudo publicado na "Fertility and Sterility" – revista internacional da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, mostrou que mulheres que tiveram dois ou mais abortos espontâneos inexplicados podem se beneficiar de um tratamento natural com progesterona antes da gravidez.

A progesterona é conhecida como o "hormônio da gravidez", uma vez que ela ajuda a estabilizar o endométrio, que é o revestimento interno do útero. Por mais de 50 anos, ela tem sido usada para tratar infertilidade. No entanto, nunca se estudou muito o uso do hormônio em mulheres que conseguem engravidar facilmente, mas têm dificuldade em manter a gestação.

A principal autora do estudo, Mary Stephenson destaca que este tipo de problema é muito comum: uma em cada 20 mulheres em todo o mundo tem várias gestações frustradas. Em contrapartida, as opções de tratamento baseadas em evidências científicas ainda são escassas, afirma ela, que é diretora do programa de perda recorrente de gravidez do Hospital Universitário de Illinois, nos EUA.

“A perda recorrente da gravidez é um desafio doloroso para até um em cada 20 mulheres, embora não seja frequentemente discutido de forma aberta. E, apesar de sabermos muito sobre o aborto espontâneo, que é um mecanismo natural do corpo quando há um erro cromossômico na concepção, não sabemos o suficiente sobre a interrupção recorrente e inexplicável da gravidez”, ressaltou a pesquisadora.

Diferentemente de estudos anteriores sobre o assunto, a pesquisa de Mary Stephenson analisou um grupo grande e específico de pacientes: 116 mulheres que tinham uma história recorrente de perda de bebês. E, com a progesterona, quase 70% das gestações foram bem sucedidas, em comparação com apenas 50% em mulheres que não receberam o hormônio.

A pesquisadora estudou as glândulas endometriais dessas mulheres, para verificar se elas tinham algum aspecto anormal. Para tanto, Mary contou com a ajuda do especialista em endométrio Harvey Kliman, diretor da unidade de pesquisa reprodutiva e placentária da Faculdade de Medicina da Universidade Yale. Ele é o dono da patente do Teste de Função Endometrial, que examina os níveis de um marcador molecular da saúde do endométrio, chamado de nCyclinE.

As participantes do estudo que tinham níveis anormais de nCyclinE receberam doses de progesterona durante a segunda metade do seu ciclo menstrual, quando o revestimento uterino amadurece em preparação para uma possível gravidez. Os pesquisadores descobriram que a progesterona natural, administrada pela vagina, levou a uma maior taxa de natalidade.

“Estamos muito satisfeitos em constatar que esses resultados reforçam a evidência de que a progesterona pode ser um tratamento muito benéfico, barato e seguro para muitas mulheres com histórico de perda recorrente de bebês”, disse a pesquisadora Mary Stephenson.

De acordo com ela, é necessário um estudo prospectivo com mais mulheres para validar os resultados. De qualquer forma, a médica sugere que as mulheres que tiveram abortos espontâneos recorrentes devem discutir possíveis suplementos de progesterona com seus médicos, mas ela recomenda fortemente "uma avaliação completa dos fatores conhecidos associados à interrupção da gravidez" antes de se decidir por um tratamento.

Para o ginecologista e obstetra Paulo Gallo, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana, o novo estudo pode representar uma esperança para as mulheres que têm abortos espontâneos e não conseguem descobrir a causa. Ele pondera que novos estudos precisam ser feitos para confirmar esses resultados, e que, se forem confirmados, haverá um novo caminho para tratar essas mulheres.

“Cerca de 10% de todas as gestações terminam em aborto espontâneo, e isso e normal, fisiológico. Mas, quando isso se torna recorrente, é preciso investigar, e, na maioria dos casos, não encontramos nenhuma causa específica, como um problema genético ou uma alteração no útero. Isso é muito frustrante para a mulher e para o médico”, comenta Gallo, que é diretor-médico do Vida - Centro de Fertilidade, do Rio de Janeiro.

Ele ressalta que a novidade trazida pelo estudo é o uso da progesterona em ciclos anteriores à gravidez, antes de qualquer ovulação. Normalmente, recomenda-se progesterona durante a gestação ou no ciclo de tratamento de fertilidade, já depois da ovulação. “Este novo estudo nos dá esperança de ajudar essas mulheres. Talvez, se aplicada em ciclos anteriores, a progesterona mude a expressão de algum gene ligado ao endométrio, isso ainda não se sabe. Mas os resultados do estudo são animadores”.

Fonte: O Globo 

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