APCD - Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas

Covid-19 e biossegurança: boas práticas para a sua clínica odontológica

Prestes a completar um ano e meio desde o primeiro caso da Covid-19 no Brasil, muitos ambientes de saúde ainda refletem a negligência e o desconhecimento dos procedimentos em biossegurança necessários no atendimento dos pacientes. Um deles é a saúde odontológica, dos laboratórios às clínicas de odontologia de todo o país.

Estamos falando de uma série de comportamentos e procedimentos essenciais para preservar a saúde não só dos pacientes, como também dos profissionais de odontologia em meio a consultas, cirurgias e estudos laboratoriais.

Mas antes de entrarmos nas principais práticas e seus aspectos, vamos entender o conceito de Biossegurança na Odontologia. Continue a leitura!

O que é biossegurança e qual a sua importância na Odontologia?

A biossegurança é, basicamente, um conjunto de boas ações e recomendações para a prática de atividades que contenham algum tipo de risco químico, biológico ou físico aos envolvidos — que, em geral, são os profissionais da saúde e seus pacientes.

No caso da Odontologia, como o contato entre profissional e paciente é muito próximo e constante, a disseminação da Covid-19 gerou a necessidade de rever as práticas de cada procedimento odontológico, adaptando-os à nova realidade social, onde o distanciamento e a higienização dos ambientes são pilares para evitar a contaminação pelo vírus e outros agentes patogênicos.

As cinco práticas para o atendimento clínico seguro

Pensando justamente na adoção dessas práticas de biossegurança no campo da odontologia, como a suspensão do uso de aparelhos que emitam aerossóis, que separamos as cinco práticas mais importantes para o exercício conforme as atividades em seu consultório.

1) Adote as chamadas “precauções padrão” de biossegurança na Odontologia

A sua clínica/consultório deve dispor de todos os elementos básicos de higiene e segurança coletiva, independente da suspeita ou não de infecção recente pela Covid-19 por parte dos profissionais ou pacientes. Os elementos são:

1. Máscaras cirúrgicas, em caso de necessidade para cobrir o nariz e a boca. As máscaras devem ficar disponíveis e de fácil acesso aos pacientes, e devem sempre ser oferecidas as instruções de uso, em especial os modelos PFF2 ou N95, que são as mais seguras em termos de diminuição do risco de contaminação pelo ar.

2. Álcool em gel ou solução a 70% nos ambientes da clínica, sempre de fácil acesso ao paciente e disponível em todos os ambientes.

3. Lenço descartável para a higiene nasal, em caso de necessidade sua ou do paciente. Vale lembrar que é crucial o descarte imediato após o uso, além de realizar a higiene das mãos logo em seguida.

4. Falando em higienização das mãos, ter uma pia e sabonete na recepção da clínica para higienização das mãos e do rosto é outra precaução padrão. Lave com água e sabonete ou friccione as mãos com álcool a 70% antes e após o contato com qualquer paciente, após a remoção das luvas e após o contato com sangue e secreções. Lave também o rosto com água e sabão ao chegar na clínica e entre o atendimento dos pacientes.

5. O uso de luvas apenas quando houver risco de contato com sangue e secreções ou mucosas. Coloque-as imediatamente antes do contato com o paciente e retire-as logo após o uso, higienizando as mãos em seguida.

6. Utilize o conjunto de óculos, máscara e avental quando houver risco de contato com sangue ou secreções, para proteção da mucosa dos olhos, boca, nariz, roupa e todas as superfícies corporais.

7. Descarte todas as seringas, agulhas, lâminas de bisturi em caixas para perfurocortantes, ou seja, em recipientes apropriados. Jogue-as fora sem desconectá-las ou reencapá-las, sempre.

8. Caso possível, a clínica pode ter um quarto privativo confortável para isolamento dos pacientes que tenham possíveis infecções na espera da consulta e recuperação pós-tratamento, em caso de necessidade. Caso não exista esse ambiente, o profissional deve ter alguma cadeira na sala de espera com distanciamento entre 1 a 2 metros das outras cadeiras.

2) Coloque alertas visuais no seu consultório

Podem ser utilizados alertas visuais (por exemplo, cartazes, placas e pôsteres) na entrada da clínica e nos locais estratégicos (por exemplo, áreas de espera, estacionamento e elevadores) para fornecer, aos pacientes e acompanhantes/visitantes, as instruções sobre a forma correta de como proceder em caso de:

- Espirros e tosse.

Necessidade de higienização das mãos e do rosto.

-Uso de acessórios que aumentem o risco de contaminação e/ou atrapalhem a higienização, como anéis e brincos.

 

 

 

 

 

3) Adote cuidados específicos na sala de espera

Além das precauções padrão que já vimos, a sala de espera, pelo papel de concentrar pacientes, deve:

- Ter um tapete desinfetante e bactericida na porta de entrada.

Ter área mínima de 1,2m² por pessoa presente.

Prover sempre de lixeira com acionamento por pedal para descartes.

 

Estar sempre em constante ventilação, com janelas abertas, quando possível.

Eliminar, restringir ou controlar o uso de itens compartilhados por pacientes como canetas, pranchetas, telefones e revistas.

Prover condições para higiene simples das mãos e rosto: lavatório/ pia com dispensador de sabonete líquido, suporte para papel toalha, papel toalha, lixeira com tampa e abertura sem contato manual (pedal).

4) Instaure cuidados específicos para a sala de atendimento

Realize a limpeza e a desinfecção das superfícies do consultório e de outros ambientes utilizados pelo paciente antes das atividades clínicas e entre um paciente e outro. No caso do espaço de atendimento, tenha sempre em disponibilidade:

Hipoclorito de Sódio a 1%

Quaternário de amônio e biguanida

Glucoprotamina

Álcool a 70%

O álcool a 70% e o hipoclorito de sódio exigem prévia limpeza das superfícies com sujeira visível  com toalhas de papel, água e detergente para posterior desinfecção, que no caso do álcool deve ser repetida no mínimo 3 vezes.

Esses agentes são contraindicados para acrílico, borracha e plástico, pois eles se tornam endurecidos e amarelados. No caso do uso do quaternário de amônio, da biguanida ou da glucoprotamina, as superfícies são limpas e desinfectas simultaneamente.

Também é fundamental minimizar a produção de aerossóis no ambiente. Para isso, são necessárias as seguintes práticas:

Deve ser feita sucção constante da saliva com bomba a vácuo e atendimento a quatro mãos.

Utilize de modo preciso os raios x intraorais, pois podem estimular salivação e tosse, lembrando que os raios x panorâmico ou a TC evitam tais problemas.

Evite utilizar a seringa tríplice na sua forma de névoa/spray, acionando os dois botões simultaneamente.

Prefira secar com algodão ou gaze.

5) Aposte na limpeza do ambiente clínico

A desinfecção das superfícies do ambiente clínico deve ser feita da seguinte maneira (e ordem):

Da área menos contaminada para mais contaminada

De cima para baixo

De dentro para fora

Não se esqueça das mangueiras de ar e de água e o filtro do ar condicionado. Para a limpeza do biofilme das mangueiras de ar e de água, prefira utilizar ácido paracético para desinfecção de alto nível (efetivo na possível presença de matéria orgânica contagiosa).

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*Publieditorial

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