APCD - Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas

Coronavírus: o que é importante destacar

O surto do coronavírus é o maior do tipo desde a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), em 2002, e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), identificada em 2012. De acordo com o Ministério da Saúde, o coronavírus é uma grande família viral, conhecido desde meados de 1960, e que causa infecções respiratórias em seres humanos e em animais.

Chamado pelos cientistas de Covid 2019, o novo vírus, que ataca o sistema respiratório, teve seu ponto de partida na região de Wuhan, na China, e foi classificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como emergência internacional. Ainda não está claro para os pesquisadores como ocorreu o surgimento da mutação do vírus atual.

Prevenção e o 1° caso confirmado no Brasil

O Brasil já se encontrava em estado de alerta epidemiológica. Agora, com a confirmação do primeiro caso, serão ampliadas as ações da vigilância epidemiológica e os preparativos para atendimentos de possíveis pacientes na cidade de São Paulo, além de serem tomadas medidas de contenção para evitar que o vírus se espalhe em território nacional, de acordo com informações em tempo real do Ministério da Saúde e da OMS. [Clique aqui para acessar as orientações do COE (Comitê de Operações de Emergência) no site do Ministério da Saúde].

O médico infectologista do Hospital Israelista Albert Einstein, Helio Baicha, explica que o primeiro caso de coronavírus, no Brasil, faz parte de uma epidemia que começou na Itália, onde já tem centenas de casos e algumas mortes, e isso traz uma nova etapa do vírus, que é responsável por 30% das doenças respiratórias no mundo, que é a causa do resfriado comum. “Conseguimos atrasar a epidemia, mas não conseguimos barrar o avanço, a partir do momento que países como Itália e Alemanha começam a ter epidemia não há como isolar, isso é ineficiente. O Brasil tem a vantagem de estar no verão em que a transmissão de doença respiratória é menor do que no inverno, mas temos que nos preparar para tratar os possíveis casos graves”.

Sintomas e transmissão do vírus

De acordo com as informações divulgadas pelo SBI, no informe para profissionais de saúde e para o público em geral [clique aqui para acessar], os sintomas do coronavírus podem variar desde casos assintomáticos, casos de infecções de vias aéreas superiores semelhantes ao resfriado, até casos graves com pneumonia e insuficiência respiratória aguda, com dificuldade respiratória.

Crianças de pouca idade, idosos e pacientes com baixa imunidade podem apresentar manifestações mais graves. No caso do Covid 2019, ainda não há relato de infecção sintomática em crianças ou adolescentes.

Segundo o órgão, alguns coronavírus são transmitidos de pessoa a pessoa pelo ar (secreções aéreas do paciente infectado). Na maioria dos casos, a transmissão é limitada e se dá por contato próximo, ou seja, qualquer pessoa que cuidou do paciente - como profissionais de saúde ou familiares -, que tenham tido contato físico e/ou tenham permanecido no mesmo local que o paciente doente. 

Em caso de suspeita, o Cirurgião-Dentista deve encaminhar o paciente para atendimento médico com o descritivo dos sintomas observados pelo profissional, pois os exames laboratoriais realizados por biologia molecular identificam o material genético do vírus em secreções respiratórias.

Medidas de prevenção para Cirurgiões-Dentistas

Por isso, Cirurgião-Dentista, é importante se prevenir! O Ministério da Saúde recomenda aos profissionais de saúde tomar as medidas de precaução padrão de contato e de gotículas (máscaras cirúrgica, luvas, aventais não estéreis e óculos de proteção). Para a realização de procedimentos que gerem aerossolização de secreções respiratórias como intubação, aspiração de vias aéreas ou indução de escarro, deverá ser utilizado precaução por aerossóis, com uso de máscara N95.

É recomendável também lavar as mãos regularmente, cobrir boca e nariz ao tossir e espirrar, evitar tocar nas mucosas dos olhos, não compartilhar objetos de uso pessoal (talheres, pratos, copos e/ou garrafas); manter os ambientes bem ventilados, e evitar contato próximo com pessoas com infecções respiratórias agudas.

Helio Baicha ressalta que os profissionais de Odontologia já trabalham com Equipamento de Proteção Individual, logo, já fazem a prevenção correta para atender pacientes com problemas respiratórios. “É importante manipular o descarte corretamente, mas acredito que os Cirurgiões-Dentistas estejam mais preparados do que outros profissionais de saúde". 

Texto: Fernanda Carvalho e Mariana Pantano

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