APCD - Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas

Setembro Amarelo: entenda a relação entre saúde mental e bucal

O Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio, criada no Brasil em 2015.  Durante o mês de setembro, são promovidas atividades e iniciativas para alertar sobre a importância de identificar os sinais de alerta, buscar ajuda e apoiar pessoas que enfrentam crises emocionais ou pensamentos suicidas. O laço amarelo é o símbolo da campanha, representando esperança, vida e a valorização da saúde mental, enquanto seu objetivo principal é reduzir o estigma em torno do suicídio e destacar a responsabilidade de todos em cuidar da saúde mental e oferecer apoio aos que necessitam.

A saúde mental está intrinsecamente ligada a todos os aspectos do nosso bem-estar, incluindo nossa saúde bucal. Poucas pessoas percebem que problemas emocionais podem manifestar-se na boca, e que cuidar da saúde bucal também desempenha um papel vital na manutenção do equilíbrio emocional.

De acordo com a doutora em Saúde Coletiva, Luciane Miranda Guerra, que é professora da área de Psicologia Aplicada, do Departamento de Saúde Coletiva, Ortodontia e Odontopediatria da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP/Unicamp), a saúde mental e a saúde bucal são áreas absolutamente ligadas e comunicantes na esfera da socialização do indivíduo. “Transtornos mentais levam, a depender de sua gravidade, a quadros emocionais debilitados, que impactam no autocuidado. Isso prejudica, entre outras coisas, a saúde bucal, o que invariavelmente traz danos à aparência e ao bem-estar da pessoa. Então, vira um ‘círculo vicioso’: a pessoa com baixa autoestima não se cuida. Ao não se cuidar, tem sua saúde bucal e aparência prejudicadas, o que impacta na autoestima. E isso se retroalimenta".

A Cirurgiã-Dentista esclarece que o estresse e a ansiedade são quadros que podem alterar todo o metabolismo do indivíduo, e isso pode ocorrer de diversas formas, a depender de muitos fatores individuais e contextuais. “Algumas pessoas recorrem a dietas muito calóricas como fonte de compensação de desgaste físico e/ou emocional – e nesse caso podem ter cárie extensa ou recidivante e outros danos nos dentes. Outros apresentam disfagia (falta de fome) e, nesse caso, podem ter insuficiente aporte de nutrientes, podendo levar a lesões de tecidos moles bucais. Outros ainda podem apresentar fluxo salivar diminuído (pouca salivação), o que sempre é prejudicial aos tecidos bucais (dentes, mucosas e gengivas). E há ainda os danos emocionais do estresse e da ansiedade que em geral se traduzem na falta ou insuficiência de cuidados de higiene bucal por parte da pessoa afetada. Tudo isso junto colabora para que dentes, gengivas e mucosas sejam afetados".

Por outro lado, a falta de cuidado diário pode estar relacionada com a saúde mental do indivíduo, afirma Luciane Guerra. "Justamente pela alteração de humor (do estado emocional) da pessoa afetada, que nessas circunstâncias, declina dos cuidados ou os faz de forma deficiente, já que seu problema (do ponto de vista emocional) é – para esta pessoa – o que mais lhe impacta. O autocuidado, nesses casos, é, em geral, muito prejudicado. Nos casos de transtornos mentais mais severos o autocuidado é praticamente inexistente e, consequentemente, a saúde bucal do indivíduo é muito prejudicada".

Dicas para melhorar a saúde bucal, principalmente para quem tem problemas com a saúde mental

As estratégias costumam ser bem semelhantes para todos os pacientes. “Fazê-lo compreender o que é saúde bucal e mostrar a importância disso na sua vida; ajudá-lo a cuidar de si dentro de suas possibilidades, considerando suas dificuldades e ajustando o que for necessário no decorrer do tratamento. Para isso, acolhimento e vínculo com o paciente são imprescindíveis, como sempre, a fim de que se estabeleça uma relação de confiança entre paciente e profissional e o paciente encontre no seu Cirurgião-Dentista uma pessoa em quem possa confiar e se apoiar."

Ao ser perguntada se existe alguma forma do Cirurgião-Dentista auxiliar uma pessoa que com alguma doença mental, que pensa em suicídio, a professora completa: "em primeiro lugar estabelecendo uma relação com o paciente na qual ele seja o centro do cuidado. Se isso ocorrer haverá confiança; e com confiança o profissional terá maior clareza do estado emocional do paciente. Ao detectar sinais de depressão grave, ideação suicida ou outros transtornos, o profissional deve mostrar-se acolhedor e, sobretudo, orientá-lo para a busca de ajuda especializada. Nos casos de ideação suicida manifestada pelo paciente, o profissional deve, além de incentivá-lo fortemente a procurar ajuda, tentar acessar pessoas da rede de apoio dele na busca de prevenção e preservação da vida".

Infelizmente, o suicídio ainda é um tabu enorme em toda a sociedade. Ajudar a combatê-lo e contribuir para que o número de casos diminua é fundamental, pois a vida é a melhor escolha!

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